Vídeos 4 e 5: A Mulher de 30 anos ou A apoteose do feminino em Balzac

Aline & Os Livros no Apoia-se:
https://apoia.se/videoaulasalineeoslivros

Conheça minha loja de cursos online:
https://www.alineeoslivros.com.br/loja

 

Oi, Gente!

Tudo bem com vocês? Espero que não estejam derretendo muito se vocês estão lendo este post do Brasil! O sol forte está sendo implacável mas ainda assim há boas razões para falar de bons livros, de autores que valem a pena, por mais que tenham escrito suas obras há mais de 100 anos, como é o caso de nosso Balzac.

Hoje eu trago pra vocês o conteúdo de dois capítulos muito importantes, capítulo 2 e capítulo 3, do livro “A Mulher de 30 anos”.

O capítulo 2 é chato pra caramba. O início é soporífero, irritante, dá vontade de desistir. Muita descrição de paisagem…é como se o Balzac quisesse que a gente imaginasse a paisagem do local onde as cenas vão se desenrolar, como se ele quisesse nos transportar pra lá, mas acho que ele erra a mão, descreve demais. Mas, ok! estou disposta a não desistir do livro e espero que você também!

Essas páginas vão nos levar ao encastelamento da Julie, em Saint-Linge, após a morte de Arthur, seu amor platônico. De luto e enfurecida com o marido, o Marquês D’Aiglemont, Julie deixa Paris com as criadas e a filha, Helène. Mas ela não dá muita atenção à filha, passa a ver nela os traços do marido, que tanto detesta e a quem responsabiliza pela morte de seu grande amor.

Sua chegada chama a atenção dos moradores da região…quais motivos teriam levado uma mulher bela, jovem, rica e aparentemente sem problemas na vida, a se refugiar naquele local??

Depois de muita insistência, o pároco local consegue uma entrevista com a Marquesa e aos poucos vai conseguindo confissões extraoficiais cada vez mais picantes…e deprimentes porque Julie definitivamente rejeita a filha…

No Capítulo 3, vamos nos surpreender com a argúcia de Balzac. Ele traça um inventário perfeito da alma feminina em suas diferentes fases e distingue a jovenzinha da mulher de 30 anos, uma idade que para ele será o ápice da beleza e do poder feminino.

Vou disponibilizar pra vocês algumas passagens que mostram muito bem a diferença entre a jovem que cede e a mulher de 30 anos que escolhe!

Nesse capítulo ainda, vamos conhecer desde o princípio o envolvimento de Julie, a Marquesa D’Aiglemont com o diplomata e herdeiro Charles de Vandenesse numa soirée na casa de Madame Firmiani.

 

a mulher de 30 anos pode se fazer de jovenzinha, representar todos os papéis, ser pudica e se tornar bela mesmo às custas de um sofrimento. (…) A mulher de 30 anos satisfaz a tudo, enquanto que a jovenzinha, sob a pena de não mais ser (jovenzinha), não deve satisfazer a nada. (…) O passo mais capital e o mais decisivo na vida das mulheres é aquele que a mulher vê como o mais insignificante. Casada, ela não pertence mais a si mesma, ela é a rainha e a escrava do ambiente doméstico. A santidade das mulheres é inconciliável com os deveres e as liberdades do mundo. Emancipar as mulheres é corrompê-las.”

tradução livre de Aline Fridman (Eu!) 🙂 🙂

 

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *