Sobre meus sentimentos ao final de Madame Bovary

Quero escrever sobre o “Madame Bovary”. Quero contar a vocês o final do livro. Quero comunicar e transmitir todo o sentimentalismo dos seus últimos capítulos.

deixei vocês no vídeo 6 com a triste história de Hypollyte e de Charles. Perde-se mais que uma perna. Perdem-se o orgulho, a vergonha, um ofício!

E tantas coisas mais acontecem!

E quanto a Emma e Rodolphe, este “amor” vingará?

Será amor? Por quanto tempo Emma conseguirá eternizar a novidade do adultério?

Mas algo acontece e Emma e Rodolphe se separam. E ela vive esse rompimento como uma fatalidade e acaba arrastando sua família para dentro desta viagem pelo desequilíbrio e pela miséria.

Preciso calar quanto aos mistérios que nos esperam a cada curva da história e a cada curva da estrada que leva a Rouen, no passeio de carruagem mais erótico da história da literatura. Em nenhum outro romance se lê uma descrição tão explícita e menos abstrata do que a da carruagem em furor, atravessando violentamente todas as ruas de Rouen.

Jamais um passeio durou tanto tempo e foi feito com tal velocidade.

Eu amei reler esse livro! Foi tenso, angustiante e que atire a primeira pedra quem nunca se sentiu um pouco como a Emma!

Ela é um emblema do que nós somos, das buscas, das inconsequências, dos deslumbres, da nossa fidelidade, das nossas traições; dos nossos adultérios ainda que tenham ocorrido apenas em nossa imaginação.

Emma énum símbolo feminista?

Não! Ela é um símbolo humano, dos nossos esforços, das nossas angústias.

Há em qualquer um de nós uma Emma em algum cantinho escuro.

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