Lucian Freud, pintor e rebelde

Oi, Pessoal!

Boa tarde!

o post de hoje é sobre um livro um pouco diferente mas muito importante para quem gosta de estar bem informado e aumentar seus conhecimentos gerais.

Café com Lucian FREUD, o PINTOR

Café com Lucien foi um dos primeiros e-books que comprei. Li-o há cerca de 5 meses e ele evoca para mim a grande lista dos livros mais marcantes que já li mas sobre os quais não tive a oportunidade de falar ou cuja leitura ainda não pude recomendar.
Quando penso no título, revejo na mente a foto da capa da edição digital: a expressão de seu rosto e as rugas de interrogação que se formavam na sua testa enquanto ele olhava para seu interlocutor.
Também me vêm ao espírito a dureza, as echarpes, os muitos cigarros e nuvens de fumaça atravessando telas no momento em que estão sendo pintadas. Roupas caras e amarfanhadas, botas de operário e as inelutáveis manchas de tinta.
Lucien mais do que um homem deve ter sido um personagem para aqueles que estiveram com ele ainda que por pouco tempo.
Pintor nascido em Berlim, em 1922, fugiu para a Inglaterra em 1933 com seus pais Ernst e Lucy Freud. Naturalizou-se inglês mas nunca perdeu o sotaque germânico.
Adorava jogos de azar e era amigo de mafiosos de Londres. Fez muitas dívidas e precisou que amigos ilustres interviessem com os agiotas e que marchands lhe adiantassem às vezes metade do valor de um quadro de Lucian ainda não havia concluído!
Teve muitos filhos com as muitas mulheres com que se envolveu. Algumas ele amou; muitas se apaixonaram perdidamente por ele mas as poucas com quem se casou sabiam que Lucian já tinha feito um único pacto de amor em sua vida: o pacto com a rebeldia de sua arte e as formas para desenvolvê-la. Lucian tinha uma relação problemática com a mãe, com quem nunca conseguiu conviver. Ele se sentia numa simbiose com ela, indiferenciado e só ficou aliviado quando saiu da casa dos pais. Mesmo assim se incomodava com seus telefonemas e com o que ele atribuía a seu comportamento invasivo.
Adorava pintar nus de homens e mulheres. Suas ex-namoradas e ex-mulheres e também suas filhas posaram, algumas nuas, para seus quadros.
Um episódio notável foi o ensaio em que pintou um homem com um rato e para fazer com que ele ficasse parado sobre a coxa do modelo, deram-lhe vinho com alguns relaxantes musculares. Assim ele cooperou com as necessidades do artista a quem qualquer movimento inesperado, por menor que fosse, perturbava.
Dentre os modelos entrevistados era quase unânime a impressão de que Lucien era incansável e precisava de muitas horas e muitos encontros para conseguir dar por concluído um quadro.
Lucian sempre se furtou aos projetos biográficos que o tomassem como tema, evitando dar detalhes muito íntimos de sua história ao público. Chegou a cooperar com um biógrafo mas após a leitura do texto final pagou uma vultosa soma para que ele desistisse da publicação.

Mas a tentativa de Geordie Grieg deu certo porque seu texto foi criado a partir de conversas informais com Lucian e seu assistente ao longo de 10 anos, sempre no café da manhã dos sábados, no Clarke’s, restaurante próximo à casa do pintor em Londres.
Com alguns capítulos intitulados com nomes de mulheres que marcaram fases na sua vida e na sua arte, essa biografia sugere quais eram os pilares de sua existência e a forma como a encarava: sob os signos do sexo, do feminino e da pintura.

 

 

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