A Sílfide, de Vladimir Odoiévski

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Hoje teremos um outro conto russo mas que se aproxima dos contos fantásticos alemães como por exemplo “O elixir do diabo”e “O homem da areia”, de Hoffmann.

Seu autor era o Príncipe Vladimir Odoiévski (1803-1869), um filósofo russo que participou dos principais círculos literários de seu tempo, em sua pátria. Admirava o idealismo alemão e levou essas ideias da filosofia e da literatura para a Rússia. Ele adorava HOFFMANN um dos autores que eu também adoro e sobre o qual já falei aqui no canal!

Escreveu um livro sobre ficção científica e gostava muito de misturar elementos fantásticos a suas narrativas, certamente por influência dos alemães que ele tanto admirava.

 

Esse escritor me chamou atenção porque na primeira novela de Dostoiévski ele escolheu uma passagem de uma obra desse autor como epígrafe. Esse conto de odoiévski chama-se o morto vivo, é de 1839, e ainda não achei para ler.

 Sílfide é o gênio do ar na mitologia celta mas também pode significar uma mulher franzina e delicada.

Assista ao vídeo!

A Sílfide é um conto epistolar começa com cartas endereçadas a um interlocutor que não conhecemos imediatamente. mas quem escreve é um homem que parece ter sofrido recentemente uma espécie de estafa e que recebeu como sugestão de seu médico mudar-se para o campo, para a casa de um tio falecido. Lá, longe das pessoas, do tumulto da cidade, dos problemas e até dos livros ele pretende encontrar descanso e restabelecimento. Relaciona-se com pessoas de quem nada sabe e ouve assuntos sobre outras tantas que jamais viu e segue narrando…

Abaixo ressaltei algumas das melhores passagens do conto:

“Vemos um livro sobre a mesa e involuntariamente estendemos a mão para pegá-lo, abrimos o livro, lemos; o início nos ilude, promete mundos e fundos —mas quando avançamos, vemos que tudo não passava de castelos de areia, ficamos com aquela horrível sensação que experimentaram todos os pensadores desde o início dos tempos até os dias de hoje: procurar e não achar! Essa sensação me tortura desde que me entendo por gente”

“eu quase não vejo ninguém e não tenho um livro sequer”. “Não pense porém que eu esteja vivendo como um completo eremita: de acordo com o antigo costume, eu, como novo proprietário da região, fiz visitas a todos os meus vizinhos, que por sorte não são muitos; conversei com eles a respeito de caçadas, o que não suporto, de agricultura, o que não entendo, e de seus parentes, dos quais nunca ouvi falar em toda a vida. Mas todos esses senhores são tão cordiais, tão hospitaleiros, tão sinceros, que eu passei a gostar deles de coração”.

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