A mulher de 30 anos, Balzac, vídeo 2

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Olá pra todo mundo!

Bem vindos a mais um vídeo e a mais um post sobre a “Mulher de 30 anos”, do Balzac.

Hoje vamos conhecer mais sobre os 3 personagens que integram a abertura do livro: Julie, seu pai e Victor, o coronel das tropas de Napoleão por quem Julie está caindo de amores.

Victor tem 30 anos, esbelto e másculo, um tipo mais do que desejável para jovens  deslumbradas como Julie.

Victor representava o ideal de beleza buscado pelo artista quando pretende atingir a perfeição dos traços.

Percebendo o amor de Julie refletido em seus olhos e em suas expressões quando avistava Victor, o pai, insiste que eles partam o quando antes.

E no caminho para casa ele a adverte de que a beleza que ela acredita que amar, é uma ilusão. O pai sofre antecipando sua infelicidade, esperava que pudesse morrer em paz e desfrutar da velhice avançada ao lado da filha, como se ela ainda fosse uma criança.

Esses conselhos fazem parte das ideias de Balzac desenvolvidas em “A fisiologia do casamento”, de 1829.

O pai ainda diz que preferia saber que Julie está apaixonada por um velho do que por um coronel.

É um longo monólogo em que o pai tenta por todos os meios convencer Julie de que ela está entrando numa furada!

“ eu conheço Victor, sua alegria é sem espírito, alegria de caserna. Ele é desprovido de talento e perdulário.

“Minha pobre Julie, você é ainda muito jovem, muito frágil, muito delicada para suportar os sofrimentos e preocupações do casamento”

O velhinho diz que Julie e Victor são dois mimados e que não serão felizes juntos, estarão condenados a ser um o tirano e o outro a vítima. Pois as tiranias de ambos são inconciliáveis.

Vontades diferentes e tiranias inconciliáveis!

Que reflexão incrível!

O pai de Julie também fala mal dos militares. Critica os hábitos enraizados, a dureza, e a vida aventureira.

Julie parece se compadecer e concordar com os conselhos do pai e diz que só voltará a mencionar o nome de Victor quando o pai não tiver mais objeções quanto ao casamento.

De todo modo deve ser uma das conversas mais emblemáticas e proféticas da literatura. Um

Pai explicando tanto sobre a vida à filha que ainda é jovem.

Teria ele mesmo vivido essas turbulências no casamento com sua mãe…? De que outro modo poderia ele ter conhecido tão bem aquele tipo de sofrimento ao ponto de poder detalhá-lo?

Menos de 1 ano depois da revista das tropas, em março de 1814, Julie é Madame d’Aiglemont e transparece em seu rosto, no seu cansaço e na sua indiferença o destino traçado por seu pai.

Ela e o marido passeiam pelo Vale do Loire. É um período em que Napoleão rompeu os laços com a Inglaterra e um inglês ainda anônimo entra na nossa história…

O casal se encontra ali parado enquanto a carruagem é consertada pelo cocheiro e pelo coronel.

Antes de se afastar, o inglês vê Julie e seu semblante de dor de dentro da carruagem é algo nela o atrai.

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