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Os Romanov : o fim da dinastia, Robert K. Massie

2 de Janeiro de 2018

Os Romanov: o fim da dinastia
Neste livro há um brilhante mas doloroso desdobramento dos últimos meses de vida da família Romanov. Esse período já foi trabalhado pelo Massie na obra monumental, a primeira que eu li, Nicolau & Aleksandra.
Mas neste aqui é como se Massie ainda não tivesse esgotado tudo o que sabe sobre todo o sofrimento que a família Romanov viveu nos diferentes cativeiros até sua brutal execução em julho de 1918. Eles ficaram presos por 16 meses.
Não sei se comentei com vocês que o Massie se interessou por essa história porque teve um filho hemofílico, assim como o Aleksei o filho de Nicolau.
Quero com esse livro denunciar o horror dos sovietes. Quero junto com Massie, denunciar o horror do que houve. Vamos dar nome aos bois. Não vamos comemorar a revolução russa porque não há nada a ser comemorado.
Com meus vídeos anteriores pretendi mostrar a simplicidade do casal Nicolau e Aleksandra e das 4 meninas e do Aleksei. Com as cartas deles, diários e outros documentos.
Yurovsky
Ermakov líder bolchevique local
O triste é que foi por pouco. Apenas oito dias depois do massacre o exército branco tomou Ekaterinburg mas já era tarde demais para os Romanov.
Alguns oficiais buscaram inutilmente pela família, acharam apenas seus objetos pessoais e livros. Acharam rastros de sangue no piso e nos rodapés na casa de Ipatiev . Buracos de balas nas paredes. Em 1919, Kolchak, o chefe supremo do governo branco da Sibéria colocou um investigador jurídico de nome Nicolai Sokolov para se ocupar de descobrir os corpos. Na época a neve começava a derreter.
Na aérea próxima aos poços e aos 4 irmãos, acharam peças de roupas de Nicolau e o cadáver do cão de Alexei, ossos calcinados parcialmente dissolvidos em ácido, com marcas de balas de revólver e de machado.
Sokolov foi quem concluiu o destino da família com base no interrogatório dos carrascos e pela relato de testemunhas. Mas não deu tempo de descobrir muito mais, porque no verão de 1919, o exército vermelho retomou Ecaterimburgo e Sokolov guardou com respeito seus achados e os levou com ele quando atravessou a Sibéria chegou ao Pacífico e pegou um barco que o levou à Europa.
Só em 1924, suas conclusões vieram a público mas não se acreditava nelas porque não havia corpos que confirmassem sua reconstrução do assassinato.
E esse, segundo Massie, permaneceu como um dos maiores mistérios do século 20.
Cap. 2
Aprovação de Moscou
Até um mês antes da execução ninguém sabia o que fazer com os romanov. Trotsky um comissário vermelho inflamado achava que Nicolau deveria ser julgado publicamente e o acontecimento deveria ser transmitido pela rádio em escala nacional. Ele trotsky seria o promotor.
Os sovietes tomaram Moscou e o governo passou a ser ali.
Lenin quis manter a família para usar como moeda de troca com a Alemanha já que o Kaiser era parente próximo da imperatriz Aleksandra.

A aproximação do exército branco apoiado pelos tchecos fez com que Lenin e outros líderes vermelhos apressassem o destino dos Romanov.
Sverdlov substituiu Trotsky que foi para o front. A guerra ainda acontecia. E ao encontrar com os sovietes responsáveis pelo Ural, Ekaterinburg (a capital vermelha dos Urais), deixou que a notícia de que os Romanov não valiam mais nada para o exército vermelho se espalhasse e que o comitê do Ural deveria decidir o que fazer com eles.
O comitê votou pela execução de todos e yurovsky recebeu ordens para fuzilá-los.
Lenin recebeu a notícia e cagou, continuou discutindo um artigo sobre um planejamento para a saúde.
Moscou manipulou a notícia do assassinato, Sverdlov divulgou que apenas ex-czar tinha sido assassinado porque tentará fugir e que Aleksandra e seus filhos estavam seguros.

A Mentira foi mantida pelo governo dos sovietes para o mundo todo durante os 8 anos que se seguiram.
Karl Radek e Georgy Chicherin chefes bolcheviques do comissariado do exterior mantiveram a mentira e negociaram com a Alemanha a libertação de presos políticos em troca da família imperial.
Enquanto a Alemanha permanecia iludida pelos ilustres bolcheviques, a Inglaterra já havia recebido notícias mais firmes sobre a provável morte de toda a família executada junto com Nicolau II. Só em 1924, Sokolov morando em Paris publicou seus achados, ele era do exército branco e junto com os tutores de Aleksei foi aos 4 irmãos e a casa de ipatiev, ao local do Crime e da terrível desova e maculação dos corpos das moças e suas conclusões num livro chamado “inquérito judicial sobre o assassinato da família imperial russa” (Nicolau Sokolov).

 

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