Ler é ter o mundo nas mãos!
Uma breve história do Perfume
educação , história , livros , século XIX , século XVIII / 31 de dezembro de 2017

Você adora perfume mas aposto que não sabe muito sobre as origens desse objeto cultural tão indispensável e tão revelador da identidade, tanto para os homens quanto para as mulheres! Você sabia que o perfume tem sua origem nos antigos rituais religiosos dos egípcios e aos poucos foi sendo incorporado aos hábitos seculares com a produção sistemática de fragrâncias alavancada pelos gregos e em seguida pelos romanos? No vídeo que eu fiz sobre essa história fascinante há muitas outras informações que vão cativar você e tornarão a experiência de usar um perfume muito mais interessante!

Notas sobre minha leitura do Romanov

Depois de ter ter lido o incrível “Nicolau & Alexandra: o último casal Romanov”, do historiador Robert K. Massie, decidi fazer esse vídeo comentando o livro e suas diversas seções e falando da minha experiência com essa leitura. Dá uma conferida e deixa seu comentário se você já leu esse livro ou está pensando em começar a lê-lo!  

Bartleby, o escriturário /Bartleby o escrevente
livros , novela , século XIX , Sem categoria / 4 de dezembro de 2017

Esta é uma novela incrível, do grande escritor Herman Melville. Escrita em 1853, depois da grande fama de “Moby Dick”, publicado em 1851, Melville pretendia começar a enviar narrativas que fossem publicáveis em jornais, já que sua fama se estancara com o lançamento da Odisseia de um homem contra uma baleia cachalote. Aqui Melville se dedica a uma verdadeira etnografia dos escriturários ou copistas de uma empresa de advocacia, que é propriedade do narrador da história. Bartleby era um funcionário que apareceu de repente em resposta a um anúncio já antigo que o advogado colocara num jornal solicitando um novo empregado. O narrador se assume e se descreve como um “advogado de pouca ambição, que na suave tranquilidade de um retiro sossegado, realiza um trabalho sossegado com títulos, hipotecas e escrituras de homens ricos” (Melville, 1853, “Bartleby, o escriturário, extraído da versão eletrônica da obra para Kindle). Já para Bartleby, a descrição é bem diferente “Sua expressão era tranquila; seus olhos cinzentos, calmos e opacos. (…) palidamente limpo, tristemente respeitável, incuravelmente pobre” (Melville, 1853, “Bartleby, o escriturário, extraído da versão eletrônica da obra para Kindle). Bartleby começa a trabalhar na empresa mas rapidamente começa a causar problemas com sua “educada arrogância”,…

OS ROMANOV: o fim da dinastia

Neste livro há um brilhante mas doloroso desdobramento dos últimos meses de vida da família Romanov. Esse período já foi trabalhado pelo Massie na obra monumental, a primeira que eu li, Nicolau & Aleksandra. trágico Mas neste aqui é como se Massie ainda não tivesse esgotado tudo o que sabe sobre todo o sofrimento que a família Romanov viveu nos diferentes cativeiros até sua brutal execução em julho de 1918.  

Madame Bovary: trechos inesquecíveis
educação , literatura francesa , livros , Romance , século XIX / 21 de novembro de 2017

De minha leitura da obra e de minha releitura também feita esse ano com vocês lá no meu canal, https://www.youtube.com/channel/UCjZxSYYrACBnmC5cFDQzX_Q Ficaram na memória e nos cadernos alguns trechos inesquecíveis e quero neste post compartilhar alguns com vocês. « Elle devenait irritable, gourmande, et voluptueuse; et elle se promenait avec lui dans les rues, tête haute, sans peur, disait-elle, de se compromettre » (Gustave Flaubert, p.261). « Ce fut moins par vanité que dans le seul but de lui complaire. Il ne discutait pas ses idées; il acceptait tous ses goûts; il devenait sa maîtresse plutôt qu’elle n’etait la sienne » (p. 262). « Où donc avait-elle appris cette corruption, presque immatérielle à force d’être profonde et dissimulée? » (p. 263).  

Sobre meus sentimentos ao final de Madame Bovary
literatura francesa , livros , Romance , século XIX / 6 de novembro de 2017

Quero escrever sobre o “Madame Bovary”. Quero contar a vocês o final do livro. Quero comunicar e transmitir todo o sentimentalismo dos seus últimos capítulos. deixei vocês no vídeo 6 com a triste história de Hypollyte e de Charles. Perde-se mais que uma perna. Perdem-se o orgulho, a vergonha, um ofício! E tantas coisas mais acontecem! E quanto a Emma e Rodolphe, este “amor” vingará? Será amor? Por quanto tempo Emma conseguirá eternizar a novidade do adultério? Mas algo acontece e Emma e Rodolphe se separam. E ela vive esse rompimento como uma fatalidade e acaba arrastando sua família para dentro desta viagem pelo desequilíbrio e pela miséria. Preciso calar quanto aos mistérios que nos esperam a cada curva da história e a cada curva da estrada que leva a Rouen, no passeio de carruagem mais erótico da história da literatura. Em nenhum outro romance se lê uma descrição tão explícita e menos abstrata do que a da carruagem em furor, atravessando violentamente todas as ruas de Rouen. Jamais um passeio durou tanto tempo e foi feito com tal velocidade. Eu amei reler esse livro! Foi tenso, angustiante e que atire a primeira pedra quem nunca se sentiu um pouco…