Ler é ter o mundo nas mãos!
Luciana Saudade, de Carlos Heitor Cony

Postei nesta sexta-feira, dia 5 de janeiro, primeira sexta de 2018, um vídeo sobre um dos livros paradidáticos que li na minha infância. Nos anos 90, os livros obrigatórios na escola eram nesse estilo. Vocês acham que os de hoje são mais leves ou mais pesados, mais densos ou superficiais…? acho que depende muito das escolas, se são públicas ou privadas, dos estados e certamente, dos países e do que é considerado como uma literatura básica, indispensável para a formação de uma criança ou de um jovem. Na minha escola, líamos muito Machado de Assis, Graciliano Ramos, Cony e muitos paradidáticos escritos por autores como o Carlos Heitor Cony. Na época em que eu li o “Luciana”, eu me deliciei com a liberdade que ela tinha de passear sozinha pelos parques, ir e voltar sozinha da escola, experiência que meu irmão e eu não tivemos, senão depois dos 17 anos, e com o maior dos cuidados e inúmeras precauções. Crescer no Rio de Janeiro, nos anos 90, não foi fácil. Tínhamos acesso a cursos, livros, viagens de férias, brinquedos e muitas atividades extra-curriculares mas não tínhamos a leveza das crianças que podiam brincar na rua, sozinhas, sem supervisão. Havia muitos…

Bartleby, o escriturário /Bartleby o escrevente
livros , novela , século XIX , Sem categoria / 4 de dezembro de 2017

Esta é uma novela incrível, do grande escritor Herman Melville. Escrita em 1853, depois da grande fama de “Moby Dick”, publicado em 1851, Melville pretendia começar a enviar narrativas que fossem publicáveis em jornais, já que sua fama se estancara com o lançamento da Odisseia de um homem contra uma baleia cachalote. Aqui Melville se dedica a uma verdadeira etnografia dos escriturários ou copistas de uma empresa de advocacia, que é propriedade do narrador da história. Bartleby era um funcionário que apareceu de repente em resposta a um anúncio já antigo que o advogado colocara num jornal solicitando um novo empregado. O narrador se assume e se descreve como um “advogado de pouca ambição, que na suave tranquilidade de um retiro sossegado, realiza um trabalho sossegado com títulos, hipotecas e escrituras de homens ricos” (Melville, 1853, “Bartleby, o escriturário, extraído da versão eletrônica da obra para Kindle). Já para Bartleby, a descrição é bem diferente “Sua expressão era tranquila; seus olhos cinzentos, calmos e opacos. (…) palidamente limpo, tristemente respeitável, incuravelmente pobre” (Melville, 1853, “Bartleby, o escriturário, extraído da versão eletrônica da obra para Kindle). Bartleby começa a trabalhar na empresa mas rapidamente começa a causar problemas com sua “educada arrogância”,…

Ninguém escreve ao Coronel, novela de Gabriel García Márquez
literatura latinoamericana , novela , Romance / 12 de novembro de 2017

Umidade. Lama. Intestinos agitados. Outubro, um mês de tormento e de chuva. E uma longa espera para um Coronel. o livro começa com um frio chuvoso de outubro e com as tripas inquietas do Coronel. As idas ao correio todas as sextas-feiras. O bolso vazio. A casa também se esvaziando com a venda dos objetos, as paredes hipotecadas e … 1 galo. O galo de Augustín, o filho morto por um soldado numa rinha, é a descendência simbólica do Coronel e de sua esposa. Navegando entre a lama atual e o passado, o livro é enxuto e se assemelha a uma enumeração perfeita de títulos, de palavras que vão costurando a história e refazendo-a diante dos nossos olhos. O escritor colombiano, Gabriel García Márquez, nasceu em 1928, em Aracataca. Esse nome, tão eufônico, agradável aos ouvidos, sempre foi para mim, desde a minha infância, um sinônimo do maravilhoso e do fantástico. Eu me lembro de minhas tias conversando sobre os livros dele, sobre os volumes nas estantes da casa da minha avó. Todas as mulheres da minha família pareciam me dizer que eu tinha que ler Gabriel Garcia Márquez e eu deveria começar pelo “Cem anos de solidão”, que contava…

O Homem da areia: conto famoso de E.T.A. Hoffmann
Contos , livros , novela , Romance / 21 de outubro de 2017

  E.T.A. Hoffmann foi um jurista alemão e passou seus 46 anos de vida exercendo essa função paralelamente à composição de peças            Der Sandman – O homem da areia-, é um conto necessário. Sua leitura é uma experiência! Foi nele que Freud se inspirou para escrever o artigo das Umheimlich, no qual ele teoriza sobre um sentimento de estranheza e ao mesmo tempo de familiaridade que é provocado por uma pessoa ou um objeto, ou ainda um acontecimento. Uma estranha familiaridade. O HOMEM DA AREIA #Conto de HOFFMANN Quanto ao conteúdo do conto, sob a perspectiva de um narrador estudante, Hoffmann, analisa uma história que teria se passado com outro estudante de nome Nataniel. O conto é aberto por 3 cartas: na primeira delas, Nataniel escreve a seu amigo- e irmão de criação- Lothar. Contando-lhe sobre seu estado de espírito atual de intensa perturbação. Essa primeira carta tem uma névoa de desabafos de Nataniel, e ideias confusas. Ele acredita ter visto em seu quarto, na pensão onde mora, um vendedor de barômetros de nome Coppola, com aspecto e maneiras que lembram o advogado Coppelius, um amigo de seu pai. Sua narrativa ao amigo refaz os dias da infância de Nataniel quando seu pai era vivo e recebia…

Aline e os livros
Contos , educação , história , livros , novela , Romance / 12 de Janeiro de 2017

Sejam bem-vindos ao meu site: Aline e os livros! Aqui vocês vão encontrar resenhas, comentários, resumos e muitas novidades sobre a minha grande paixão: os Livros Embarquem comigo nas minhas aventuras literárias! Deixem seus comentários e sugestões. Aline e os Livros