Ler é ter o mundo nas mãos!
Luciana Saudade, de Carlos Heitor Cony

Postei nesta sexta-feira, dia 5 de janeiro, primeira sexta de 2018, um vídeo sobre um dos livros paradidáticos que li na minha infância. Nos anos 90, os livros obrigatórios na escola eram nesse estilo. Vocês acham que os de hoje são mais leves ou mais pesados, mais densos ou superficiais…? acho que depende muito das escolas, se são públicas ou privadas, dos estados e certamente, dos países e do que é considerado como uma literatura básica, indispensável para a formação de uma criança ou de um jovem. Na minha escola, líamos muito Machado de Assis, Graciliano Ramos, Cony e muitos paradidáticos escritos por autores como o Carlos Heitor Cony. Na época em que eu li o “Luciana”, eu me deliciei com a liberdade que ela tinha de passear sozinha pelos parques, ir e voltar sozinha da escola, experiência que meu irmão e eu não tivemos, senão depois dos 17 anos, e com o maior dos cuidados e inúmeras precauções. Crescer no Rio de Janeiro, nos anos 90, não foi fácil. Tínhamos acesso a cursos, livros, viagens de férias, brinquedos e muitas atividades extra-curriculares mas não tínhamos a leveza das crianças que podiam brincar na rua, sozinhas, sem supervisão. Havia muitos…

Clarice Lispector e os pensamentos do coelho!
educação , literatura infantil / 21 de novembro de 2017

Quem, senão Clarice Lispector, poderia imaginar um personagem tão incrível, fofo e ao mesmo tempo burrinho, como Joãozinho, um coelho gorducho e fujão? Sob o pretexto de descobrir o mistério do desaparecimento do coelho da gaiola, Clarice introduz o tema dos mistérios da vida para as crianças. Conta sobre como elas lidam com questões para as quais elas ainda não têm ferramentas emocionais e conceituais que as ajudem a solucionar os enigmas que elaboram. A chegada dos bebês. A morte. O amor. O sofrimento das pequenas coisas do cotidiano. Neste vídeo eu conto um pouco sobre a história e trago algumas vias de interpretação: